terça-feira, 16 de novembro de 2010

A chuva.

A chuva que lava os pensamentos, que me enlouquece por dentro, a chuva que faz dormir e ter bons sonhos. A chuva que me traz você, que me traz lembranças daquela chuva daquele dia que eu me lembro como se fosse ontem.
A chuva que faz pensar, faz refletir, faz renovar, faz feliz. É, uma simples gota d'água faz feliz, muda a vida (tá que é exagero), faz do dia algo mais bonito, deixa que as flores finalmente floresçam.
Meu único medo é que tenha um 'apagão' e eu perca tudo que eu estou fazendo. Mas, o que estou fazendo? Nada. Então não há como perder o nada.
Um simples telefonema, o barulho do telefone tocando e você sabendo que é pra você, me anima, me faz pensar que alguém me ama, que alguém lembrou de mim nessa tarde tediosa na qual estudei matemática.
Anna Luiza, o nome que soa bonito, a menina bonita, a amiga das horas mais precisas, aquela que te faz se sentir eternamente amada. Não achei uma descrição mais exata, que qualifique melhor a minha menina dos olhos claros como o céu, que de tão meiga encanta. O simples tom da voz já encanta. Ah, Anna Luiza, tu não sabes o tanto, o quanto, o tamanho, do amor que eu sinto por você, na verdade nem eu sei. Minha única certeza é de que é muito, tanto que as vezes transborda, mas amor demais não me faz mal, amar demais as vezes não faz mal.
Aqui estou, ouvindo o barulhinho da chuva, desejando sair correndo desse apartamento e ser feliz na chuva. Quero sentir a chuva, quero pensar em você, quero me sentir feliz, ainda que seja no singular. Queria desaguar na chuva, desaguar de tristeza e de felicidade.

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